27.8.13

Perfeito Desconhecido - XVIII

Quando recebi alta, pedi para ligarem ao Tiago para me levar para casa. Os meus pais estavam a trabalhar e não queria incomodar.

- Ela tem de tomar os comprimidos e têm de descansar muito, ainda está frágil, mas daqui a uns dias já está como nova. - Disse o médico com um sorriso comum.
- Se depender de mim, ela nem sai de casa. - Afirmou o Tiago.

Odiava que falassem de mim como se eu não estivesse ali e ele sabia-o, que enervante !
Chegamos a casa, ele deitou-me na cama e começou logo com as perguntas.


- Sentes-te bem ? Estás confortável ? Queres comer alguma coisa ? Raquel, sabes que se precisares ... - interrompi-o com um beijo e puxei-o para perto de mim. Meti a minha mão por dentro da camisola dele e senti o seu corpo quente. Ele encostou-se mais ao meu peito e eu estava finalmente a aquecer. Ele interrompeu o beijo e tirou as minhas mãos e afastou-se.
- Que se passa Tiago? - franzi o sobrolho.
- Estás frágil, não te quero magoar. Ouviste o médico, ele disse ... - interrompi-o de novo.
- Estou bem. Por favor. - Sorri-lhe falsamente, doía-me as costas e os músculos, mas não me importava minimamente com isso.

Ele começou lentamente por me beijar na boca e eu sentia o seu cheiro agridoce, foi deslizando com os lábios pelo meu pescoço e tirou-me o vestido levemente. Passou com os seus dedos por entre os meus seios e beijou-os delicadamente. Despi-lhe a camisola e apertei-o contra mim. Passei as minhas mãos pelos seus enormes músculos. O meu batimento cardíaco começou a aumentar e eu ouvia-o na minha cabeça. Custava-me ainda a respirar mas não me importava.
Fui evadida por uma mistura de sentimentos repentina. Excitação e receio. Receio de não conseguir controlar o meu corpo e os meus gestos.
Deixei-me levar pelo prazer da situação e tirei-lhe as calças. Foi então que ele entrou dentro de mim. As minhas pupilas dilataram, abri imensamente os olhos e senti que nos tínhamos tornado um só. Unidos.
Sentia-me viva, uma verdadeira mulher!
Passados uns longos minutos, os nossos corpos separaram-se fisicamente. Encostei a minha cabeça no peito dele e ele deu-me um beijo na testa.

- Amo-te. – Disse o Tiago calmamente. Conseguia ver a paixão e a esperança nos olhos dele. – És realmente bela. Devias namorar comigo.

- É um pedido? – Franzi o sobrolho.

- Uma ordem, senhora. – Sorriu-me.


Dois momentos importantes da vida são com certeza o primeiro beijo e quando perdemos a virgindade. Penso que foi perfeito visto deste ponto. Amei o Tiago e de como me fez sentir. Senti-me viva e alegre de novo. Será que o merecia como namorado?


Este episódio contou com a colaboração da Daniela Ribeiro. Um grande beijo para ela e um obrigada do tamanho do coração por tudo. 

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